quarta-feira, 28 de julho de 2010

Aprender a se amar = Rodar bicicleta

Só que eu não sou mais aquela idiota que você dizia que amava e pedia pra ficar mais um pouco, e que ficava.
Eu não quero mais ser pessoa de antes, eu quero, preciso e vou mudar. Existem certas situações que não podem se acomodar, elas tem que mudar, e a gente tem que perceber que o erro foi nosso, o erro foi meu, por ter me deixado enganar por tanto tempo.
E hoje me veio aquele surto de coragem, coragem de tentar te esquecer, e eu vou consegui. É a segunda tentativa, e dessa vez não vai ser vã, porque agora sou consciente, eu tenho uma vida inteira pela frente, e ela não pode se resumir a você. E quem é você? Que direito você tem de controlar minha vida, minha cabeça, meus pensamentos? Você é só mais um! E não vai ser nada além disso. Onde é que está o meu direito de ser feliz? Um dia ele esteve com você, um dia você foi o meu direito de ser feliz. Mas hoje enxerguei que eu sou a minha felicidade, e que não preciso de nada além de mim e de alguns amigos e familiares pra tornar essa felicidade plena.
Me sinto tão bem, tão aliviada, tão mais feliz, com tanto desejo de viver. Que consigo ver que apesar de todo 'amor' de algum tempo atrás, você tem me feito tão mal ultimamente, que não ter você é a melhor solução. Poderia ser o contrário, mas é que as circunstâncias me levam à essa escolha, irrevogável.
Se eu te amo? Claro que sim, e muito, mas é que eu aprendi a amar mais a mim. Eu só espero que aprender a se amar, seja igual a rodar bicicleta, que eu não esqueça NUNCA.
Por fim, meu muito obrigada a Lisa Benevides, pelo colo, pelos conselhos, obrigada por me fazer enxergar tudo isso. Eu sei que não foi bem isso o que você quis dizer. Disse pra eu ter paciência, mas é que eu já tive paciência demais. E chegou a minha hora, a minha vez de viver em paz.

domingo, 11 de julho de 2010

...

Eu não quero que isso tudo acabe, não quero dizer adeus outra vez. Mas não suporto mais viver essa história num papel de coadjuvante, já que o amor é tão grande e tão infinito assim, porque ainda insiste em continuar nessa outra história pela qual se diz tão desinteressado. ME AMA?! Bastante duvidoso, já que amor, não isso que se diz tão facilmente, é tão fácil de digitar, tão fácil de dizer ao telefone, mas e olhos nos nos olhos? Será que você dirá isso pra mim olhando nos meus olhos? É tão fácil dizer a outra que a ama sem a amar de verdade, porque não seria fácil comigo também? Não quero palavras de amor, quero atitudes, gestos, carinho. Isso tudo me deixa tão mal, e você sabe disso! E diz não gostar de me ver triste. Então porque não resolve isso logo? A unica pessoa que pode tirar essa tristeza do meu olhar é você! E você sabe como fazer isso. Mas o mais irritante, é que não consegue me irritar, por mais errado que esteja, não consigo te tratar mal, nem te dizer tudo isso que digo aqui, pra quem quiser ler. Outrora você me faz tão bem, que até esqueço todos esses poréns. E a unica coisa que consigo lembrar, é que te amo, infinitamente, dói muito saber disso. Porque eu sei que por causa desse amor, eu sou capaz de parar minha vida e te esperar até o último segundo dela. Nem que seja só pra olhar nos teus olhos pela primeira e última vez, e dizer que você foi o homem que conseguiu me fazer amar de verdade. E depois disso só em outras vidas, outras dimensões. As vezes fico imaginando porque tudo sempre foi tão difícil entre nós, será que o destino traçou tudo assim mesmo, tão complicado, ou são apenas pequenos-grandes desvios causados por nossas falhas individuais?!
A partir daqui só Deus é quem sabe o que vai acontecer, e eu fico aqui esperando pelos próximos acontecimentos.

Marina de Paula

Palavras sem valor

As vezes  acho, que todas as palavras que saem da minha boca, ou as que meus dedos escrevem com tanta leveza mas ao mesmo tempo com tanta ânsia,tanta agresividade sobre esse teclado, não valem se quer um tostão, é como se eu gritasse no meio da rua cheia de gente, e ninguém me ouvisse, como se meu amor, o que eu tenho de mais puro, profundo e verdadeiro dentro de mim, não valesse de nada pra ninguém, como se eu não merecesse ser ouvida, como se não pudesse ter o desprazer de amar e não ser amada, porque o outro não pode me  escutar, procuro sempre um refúgio pra tudo isso, e encontro na palavra escrita, é como se vomitasse absolutamente tudo que estou sentindo, e colocasse ali, num cantinho só meu pra quem queira   apreciar essa mistura dúvidas, sentimentos, angústias, desejos, que saem das minhas entranhas, e ficam expostos como uma obra estranha difícil de interpretar. É como se você olhasse para tudo que fez e ver que não teve valor ou importância alguma na vida de qualquer pessoa que seja. E mesmo que você tenha amigos pra desabafar, eles não conseguem entender, essa necessidade que se tem que escrever, eles não são como lápis e papel, onde se pode escrever todos os seus mais obscuros segredo e depois simplesmente rasgá-los, queimá-los, jogá-los no esquecimento.
Esse texto está horrível,  mas a vontade que tenho de desabafar é muito maior, então ... Esta aí.

Marina de Paula.