sábado, 8 de agosto de 2015

Incoerências

Essa semana parei pra reler todos os textos desse blog, e estava pensando, como as coisas mudam, não é? Como a gente cresce e começa a pensar e agir de forma diferente. Como a gente achou que tinha amado e na verdade não faz ideia do que estava acontecendo.
Ai eu parei e pensei: "Nossa já estou grandinha para as paixões platônicas", mas não meus caros, não estou!  Ainda que tenha uns 20 e poucos pesando nas costas,as paixões vem e vão, numa frequência e força muito menores do que aos 15, mas elas vem e vão. Me faltam reservas, mas não nego pra vocês, se estou escrevendo aqui, é porque alguma coisa de estranho, platônico e apaixonante anda acontecendo comigo.
Mas é diferente, dentro de mim já existe um muro entre o mundo real e as mil faces que crio de mim, entre quem são as pessoas de verdade e aquelas que crio e me apaixono perdidamente, platonicamente. E às vezes nem sou eu ali, apaixonada por alguém criado por devaneios.
Eu não sei se alguém me entende, porque até eu acho minha cabeça mais bagunçada que meu quarto, e olha que minha vida nem é bagunçada assim.
Acho que é Elenita que fala sobre a diferença da escritora e da pessoa, a gente se inventa, reiventa, muda e se descobre quando é pra falar de amor. Chega a ser engraçado,  mas é libertador.
Acho que vai ser difícil vocês lerem um texto meu daqui pra frente que fale o quanto eu amei alguém e não fui amada. Tenho achado mais interessante me descobrir reflexiva e coerente, afinal, venhamos e convenhamos, difícil encontrar coerência em alguém tão loucamente apaixonado, sabe-se lá pelo que.
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