domingo, 24 de julho de 2016

Incongruência, Paciência!

Eu me deparo sempre com minha face autossuficiente, cheia de amor próprio, cheia de mim, cheia de certezas diante do espelho. Incongruência, não? Vivo berrando aos quatro ventos, que não preciso de alguém pra me fazer feliz, solteira convicta e feliz, eu não preciso! Ou será que sim? As vezes eu fico imaginando o quanto nossas metas e objetivos nos fazem acreditar que não precisamos de nada, além de correr atrás de alcança-los... Não Marina, você não precisa dormir, não precisa comer, não precisa descansar, você não precisa de AMOR! E sabe de uma coisa, a gente acaba acreditando, a gente acaba afastando, ou deixando de olhar pra pessoas especiais, Agora, que bobagem a minha, não é mesmo? Quem vive sem amor? (Se for o seu caso, entre em contato, preciso entender como). A gente ama e é amado o tempo inteiro, a gente ama pessoas, a gente ama sonhos, metas, objetivos, a gente ama coisas. O fato é que a gente acaba pondo no topo da nossa lista de amores, as conquistas profissionais, pessoais, financeiras...veja bem uma situação muito clara, você, jovem entre 22 e 26 anos, imagine que você conquistou uma vaga no mestrado dos sonhos fora do país ou uma proposta de emprego irrecusável, você abriria mão de alguma dessas oportunidades pra arriscar viver um relacionamento, ou não acabar um relacionamento muito antigo? Eu respondo por mim, e eu digo que não, não abriria mão de mim, é o melhor caminho? Não faço ideia! Mas eu sei que ultimamente eu estava afastando o amor de mim, de alguma maneira eu tive medo de amar e de ser amada e de depois ter que escolher a outra opção que não fosse o amor. E agora eu quero, eu preciso... Mas afastei quem estava disposto a me amar, mesmo que não fosse minha escolha quando eu precisasse escolher... O grande e real problema, é que a gente vai vivendo, as pessoas vão passando nas nossas vidas, e a gente vai tentando acertar no grande amor, vai tentando calçar o pé num sapato apertado e a cada nova tentativa é um calo novo, a espera angustiante de que chegue logo o sapato que lhe caiba e que não aperte seus calos que vieram com a caminhada... Por alguém que nos ame, de um jeito bobo, de um jeito torto, daqueles que conseguem tirar de você aquela cara de bobo, apaixonado, e quem está ao redor, identifica, você é um ser amado. Eu não sei o que eu quis dizer exatamente com esse texto, na realidade, eu nunca sei. Esse texto é mais um desabafo... no fim das contas, eu sei que ele não está disposto a me amar, mas de alguma maneira, eu o amo, e é estranho dizer isso, sentir isso, e aceitar... É estranho querer que um dia alguém tenha a sorte de ser amado por ele,  desse jeitinho  que eu consigo amá-lo e querer bem. 

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